Bolso de Recuerdos

Do corpo

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Livre como o vento que agora bate em meu rosto. Assim quero me sentir por algum tempo. Não que o amor ou apaixonar-se seja algo negativo, mas que, às vezes, ele é melhor compreendido quando estamos distantes.

Tenho amor pra dar até meu último fio de cabelo, mas por enquanto tudo isso continuará aqui dentro. É assim que quero, é assim que desejo. Sinto meus poros fechados para o desperdício, nenhuma gota de amor será jogada fora para quem não merece e, muito mesmo, para procurar quem o mereça.

Gastar energia com alguém que não merece, não quero que aconteça mais. O amor é precioso, no entanto, dizer “eu te amo” virou “bom dia”. Você diz pra qualquer um, em qualquer situação, só pra se sentir incluído num mundo de amores vãos.

O amor deve chegar e eu estarei esperando por ele. Mas, só hoje, não quero me iludir e nem pensar em momentos bons com os que já passaram por aqui, levando um pouco do meu sentimento…quero apenas paz pro meu corpo, pra minha alma.

Música do post: “Coisas que eu sei” – Danni Carlos


Publicado em Lembranças, Presente

Dias emocionantes

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Conto nos dedos as horas, o tempo, o beijo, a semana. Os dias se passaram como furacões, cheios de emoções pra me testar, me surpreender, me fazer chorar. Nesse momento, abri os braços e o coração e pensei: “que venha tudo que eu tiver de viver”, pois o mais importante é o aprendizado. E eu tenho aprendido tanto…

A cabeça parecia que ia explodir, mas dois dias depois já não era mais assim. Aqui dentro, tudo calmo, tranquilo, esperando os próximos passos, as novas experiências. Como uma borboleta que quer sair do casulo.

Hoje, por um momento, me passou pela cabeça que os homens sempre buscam ter histórias para contar. Nascemos como um livro cheio de páginas brancas e, aos poucos, vamos escrevendo nossas vivências. A todo o momento estamos decidindo por onde seguir. Por que precisa ser assim? Penso que seria melhor nos deixar levar pelos sentimentos, pela emoção do momento. Mas, mesmo assim, criticamos o fato das pessoas não se importarem com a razão ou com a emoção. Somos complexos e simples ao mesmo tempo.

Somos filósofos, médicos, loucos. Pessoas boas, más, inquietas, calmas, prestativas, egoístas, velhas, jovens, sensíveis, duras, falhas, perfeitas… Humanos. Somos humanos. Talvez essa seja a melhor definição para nós.

E eu vou vivendo na minha condição de humano, sem me importar se estou errando ou acertando. Deixo a brisa calma dos dias de outono me levar para onde minhas asas imaginárias puderem me guiar.

Música do post: Como uma onda – Lulu Santos


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Essencial

01/03/2009
3 Comentários

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Você foi uma das pessoas mais importantes na minha vida e continuará sendo, pois acredito que ninguém seja substituível. As pessoas nos trazem coisas novas e sensações diferentes. Ponto.

O mesmo destino que nos uniu também nos separou e, mesmo assim, agradeço muito a oportunidade que tive de ter você comigo por tantos dias. Até hoje as pessoas me perguntam como fiquei tanto tempo com alguém e eu sempre digo: achei que foi pouco.  Pouco porque você preenchia minha vida como há muito tempo não acontecia, você era essencial…

Não era um pilar pra minha vida, como muitos pensavam, mas alguém que muito me fez bem e ainda hoje se te encontro sinto a mesma paz que sentia quando te via em momentos atribulados da minha vida e você me amparava.

Você foi essencial. Com suas canções e poesias pra mim, cartas, beijos, abraços, carinhos e rosas…

Neste momento, precisamos estar distantes. Estamos bem assim. E o amanhã a gente deixa pro destino decidir…

Música do post: “Velha infância” – Os Tribalistas


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Fazia tanto tempo…

Rua Augusta - uma parte da cidade que eu amo!

Rua Augusta - uma parte da cidade que eu amo!

Hoje me dei conta de que fazia muito tempo que não vivia um momento assim, de pura liberdade. Ontem, tive o prazer de sair sozinha, de me curtir, aproveitar meus pensamentos sem interrupções, sem pensar no futuro.  E o melhor: sem dar satisfações a ninguém.

Fiz um programinha que é a minha cara e isso me fez tão bem para a alma. Fui ao cinema sozinha, vi um filme que queria muito: “Vicky Cristina Barcelona” (e recomendo!). Comprei meu ingresso e fui passear na Rua Augusta e em um shopping  da Paulista. Fiz comprinhas (que mulher não gosta, não é?) e tomei um chá gelado com pêssego, como há muito tempo não tomava. Essa bebida me lembra a adolescência…eu sou apaixonada por chás!

Ah, comprei um alfajor Havana (meu predileto) e pude caminhar na rua me deliciando com aquela preciosidade da Argentina, olhando as vitrines, vendo livros em sebos…enfim, curtindo meu dia!

Depois, no auge da minha liberdade, escolhi o lugar que queria sentar no cinema e assisti ao filme com um imenso prazer…como há muito tempo. Me diverti até com as propagandas que passam antes da película. Reparei nas pessoas daquele cinema (Espaço Unibanco) e vi tantas parecidas comigo, que gostam de arte e de cultura, e já não me sentia mais só.

Minha companhia me fez um bem danado! Foi tão bom que ao final do dia pude voltar no ônibus ouvindo música (MPB, claro) completamente feliz! Quem disse que é impossível ser feliz sozinho? Pelo menos, em alguns momentos, é bem bom ser só – a solidão às vezes se faz necessária. Já em outros…

(foto de Renato Borges)


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    "Porque metade de mim é amor e a outra também". (Fernando Pessoa)