Bolso de Recuerdos

Desencontro

14/02/2009
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desencontro

Ainda ontem, passei por aquele bar em que nos encontramos pela última vez. Vi aquela mesa em que nos sentamos e conversamos sobre a vida. Naquele dia, você não entendeu meus sinais e a gente se despediu sem dar chances para aquele sentimento que adormecera por anos em mim e em você.

Engraçado que falamos sobre isso depois do encontro. Você até disse que sentia uma forte atração por mim e a gente nunca soube porque nunca rolou. A nossa história tem de ter algum propósito, afinal nos conhecemos há uns 7 anos e desde o primeiro dia nos desejamos, tentamos ficar juntos, você fugia, eu fugia e quando a nossa estrada parecia caminhar na mesma direção, apareciam outras pessoas, outros amores. Porque?

Minha mãos sempre estiveram próximas de te alcançar. Seus dedos sempre tentaram se perder em meus cabelos. Então, porque não conseguimos?

Hoje sei que isso se perdeu, não é mais tão possível quanto há dois meses atrás. Você tem uma vida diferente, medo do novo e da decepção, do amor, da entrega. Prefere se esconder…Acho que já superei essa fase. Então, de novo estamos em caminhos diferentes…

Trilha sonora do post: “Meu plano” – Daniela Mercury

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Publicado em Passado presente

Fazia tanto tempo…

Rua Augusta - uma parte da cidade que eu amo!

Rua Augusta - uma parte da cidade que eu amo!

Hoje me dei conta de que fazia muito tempo que não vivia um momento assim, de pura liberdade. Ontem, tive o prazer de sair sozinha, de me curtir, aproveitar meus pensamentos sem interrupções, sem pensar no futuro.  E o melhor: sem dar satisfações a ninguém.

Fiz um programinha que é a minha cara e isso me fez tão bem para a alma. Fui ao cinema sozinha, vi um filme que queria muito: “Vicky Cristina Barcelona” (e recomendo!). Comprei meu ingresso e fui passear na Rua Augusta e em um shopping  da Paulista. Fiz comprinhas (que mulher não gosta, não é?) e tomei um chá gelado com pêssego, como há muito tempo não tomava. Essa bebida me lembra a adolescência…eu sou apaixonada por chás!

Ah, comprei um alfajor Havana (meu predileto) e pude caminhar na rua me deliciando com aquela preciosidade da Argentina, olhando as vitrines, vendo livros em sebos…enfim, curtindo meu dia!

Depois, no auge da minha liberdade, escolhi o lugar que queria sentar no cinema e assisti ao filme com um imenso prazer…como há muito tempo. Me diverti até com as propagandas que passam antes da película. Reparei nas pessoas daquele cinema (Espaço Unibanco) e vi tantas parecidas comigo, que gostam de arte e de cultura, e já não me sentia mais só.

Minha companhia me fez um bem danado! Foi tão bom que ao final do dia pude voltar no ônibus ouvindo música (MPB, claro) completamente feliz! Quem disse que é impossível ser feliz sozinho? Pelo menos, em alguns momentos, é bem bom ser só – a solidão às vezes se faz necessária. Já em outros…

(foto de Renato Borges)


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